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»NEM SEMPRE SE PODE ENCONTRAR UMA CAUSA EVIDENTE PARA A DEPRESSÃO...

      Nem sempre se pode encontrar uma causa evidente para depressão. Não são todas as pessoas que ficam depressivas por causa do luto, desemprego ou porque estão doentes. O ser humano tem suas fraquezas e dessa forma umas têm maior risco de terem depressão do que outras, e nas devidas proporções. (COLLINS, 1995)

      Segundo MCKENZIE (2001), os genes que herdamos dos nossos pais e que se encontram nos cromossomos de todas as células do nosso corpo podem influenciar a probabilidade de virmos ou não a sofrer de depressão. Não há, com certeza, evidência de uma herança direta para a maior parte das diferentes formas de depressão. Mesmo que haja um histórico de depressão na família, isso não significa que a pessoa irá desenvolver a doença; é necessário que ocorra algum tipo de acontecimento muito estressante na vida para se desencadear a doença. Os fatores genéticos são mais relevantes na depressão grave do que na leve.

      O ambiente familiar é um dos fatores que influenciam a depressão na vida adulta, pois os episódios traumáticos vivenciados na infância parecem aumentar a probabilidade de depressão. Segundo ainda MCKENZIE (2001), alguns psicólogos afirmam que os pais exigentes e críticos podem tornar seus filhos depressivos, a decepção de não atingir o alvo exigido torna o individuo depressivo. Essas exigências cedo na vida nem sempre levam à depressão, mas aumentam a probabilidade de depressão severa posteriormente.  A perda do pai ou da mãe na infância também é um  sofrimento que pode marcar psicologicamente a criança tornando-a mais suscetível à depressão.

      A tendência a pensamentos negativos, ver só o lado negativo da vida e esquecer o que é positivo tem sido um dos grandes fatores que levam a depressão. O psiquiatra Dr. AARON BECK (1967), mencionado por MCKENZIE (2001, p. 25) e COLLINS (1995, p. 76), descreveu padrões de pensamento negativo em três áreas que são freqüentes na depressão e que segundo ele predispunham as pessoas à doença. Primeiro, observam o mundo e as experiências da vida negativamente. Segundo, tem uma visão negativa de si mesmos, sentem-se deficientes, inadequados, indignos e incapazes de agir eficazmente. Terceiro, essas pessoas encaram o futuro de maneira negativa, divisam à frente dificuldades, frustrações e desesperança contínuas, principalmente se esta não tem Deus na vida.

      O stress e acontecimentos da vida, principalmente quando associados à perda de um ente querido, estimulam a depressão. Perda de uma oportunidade, um emprego, um pecado cometido, posição social, saúde, liberdade, uma competição, bens, perda de bens ou outros objetos de estimação, tudo isso pode levar a depressão. (COLLINS, 1995). 

      Segundo alguns pesquisadores, COLLINS (1995); LENNÉ (1981); PRIEST (1984) e MCKENZIE (2001), as mulheres são mais propensas a terem um diagnóstico de depressão. As pressões sociais impostas às mulheres, a responsabilidade de ter um lar com crianças pequenas, mudanças hormonais durante o ciclo menstrual, gravidez, parto e a menopausa são fatores que tornam as mulheres mais predispostas a sofrerem depressão e desencadear uma série de doenças.

      Conhecer as causas que levam o indivíduo à depressão é fundamental para se buscar uma forma de tratamento, pois os seres humanos necessitam estar saudáveis para se desenvolverem. A confusão emocional ocasiona a desatenção, alterando assim, a forma de se processar uma atividade, seja profissional, escolar ou religiosa.

      A bíblia menciona vários homens de Deus que passaram por depressão, tais como: Elias, Moisés, Davi e outros.  Entretanto, eles tiveram vitórias quando buscaram a ajuda Divina. É certo que existem muitos problemas ocasionados por doenças emocionais, que a medicina pode ajudar, mas 70% das doenças depressivas, só serão curadas por Deus através da bíblia, oração, louvor, adoração, confissão de pecados, perdão e submissão a vontade de Deus.

 

Pastor Ival Teodoro da Silva
Presidente da IEAD-SJP
1º Secretário CIEADEP
Psicopedagogo